José Mármol Facts


José Mármol (1817-1871) foi um dos célebres escritores e intelectuais argentinos exilados. Ele ganhou seu maior reconhecimento como autor de “Amália”, um longo e melodramático romance de intriga sobre a resistência secreta contra o ditador Rosas.<

José Mármol nasceu em 2 de dezembro de 1817, em Buenos Aires. Era um estudante errático, mas acabou determinado a ser advogado e inscrito na Faculdade de Direito da Universidade de Buenos Aires em 1836. Ele não estava destinado a terminar seus estudos, porém, pois este foi um período de grande agitação no país, e a universidade foi um dos focos de conspiração contra a ditadura de Juan Manuel de Rosas.

Em 1º de abril de 1839, Mármol foi preso brevemente por ter em sua posse jornais publicados em Montevidéu, Uruguai, pelos principais intelectuais argentinos no exílio, os proscriptos. Mármol alegou ter escrito seu primeiro poema (contra Rosas) na parede de sua cela. Em 1840 ele se uniu a seus amigos em Montevidéu e iniciou uma longa e ativa associação com a imprensa liberal, dedicando suas energias a um ataque inabalável ao ditador argentino. Um ano depois, seus primeiros poemas românticos atraíram a atenção de seus colegas escritores no exílio.

Em 1842 duas peças indistintas de Mármol, The Poet e The Crusader, foram apresentadas em Montevidéu. No entanto, por ocasião do aniversário da independência argentina em 1843, Mármol compôs seu célebre poema “A Rosas”, que o converteu no porta-voz lírico do romantismo social de seu tempo. Pouco tempo depois, com Montevidéu cercada pelas forças de Rosas, o poeta partiu para o Rio de Janeiro e a companhia de outros exilados, entre eles Juan Bautista Alberdi, que acabara de escrever um longo poema sobre o alto mar à moda de Byron’s Childe Harold’s Pilgrimage.

No início de 1844, Mármol embarcou do Rio com vários outros argentinos para Valparaiso, Chile. A viagem de 3 meses foi tempestuosa, perigosa e, no final, sem sucesso, por mares tempestuosos no Cabo Horn acabou forçando o navio a voltar ao Brasil. Mas Mármol, inspirado pelo temível espetáculo da natureza enfurecida, por seu isolamento e por sua própria inclinação romântica (assim como o exemplo de Alberdi, sem dúvida), compôs uma longa seqüência de poemas intitulada Songs of the Pilgrim, que se apresenta como sua obra poética mais célebre.

Mármol estava de volta a Montevidéu em 1846, continuando seu ataque a Rosas na imprensa, e em 1851 ele publicou em parcelas seu longo romance, Amalia, uma narrativa completamente romântica e colorida que relacionava as aventuras de dois jovens amantes envolvidos no movimento antiRosas em Buenos Aires. Em 1852 Rosas foi derrubado, e Mármol voltou à sua terra natal, sua carreira literária agora terminou, como se a remoção do objeto de seu ódio o tivesse subitamente privado de sua fonte de energia criativa. As duas últimas décadas de sua vida foram dadas a vários cargos políticos e diplomáticos, e desde 1858 até sua morte ele foi diretor da Biblioteca Pública (hoje a Biblioteca Nacional) de Buenos Aires. Mármol morreu em Buenos Aires em 9 de agosto de 1871.

Leitura adicional sobre José Mármol

Um estudo detalhado em inglês dos escritos de Mármol é Stuart Cuthbertson, The Poetry of José Mármol (1935). Ele também é discutido em Myron Lichtblau, The Argentine Novel of the Nineteenth Century (1959).


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