José Clemente Orozco Facts


O pintor mexicano José Clemente Orozco (1883-1949) foi um dos artistas responsáveis pelo renascimento da pintura mural no México nos anos 20.<

José Clemente Orozco nasceu em 23 de novembro de 1883, em Zapotlán el Grande (hoje Ciudad Guzmán), no estado de Jalisco. Na Cidade do México, estudou na Escola de Agricultura (1897-1899), na Escola Preparatória Nacional (1899-1908) e na Escola Nacional de Belas Artes (1908-1914). Ele expôs alguns de seus desenhos na Exposição do Centenário em 1910 e teve sua primeira exposição individual em 1916. Ele visitou os Estados Unidos em 1917-1918.

Em 1922 Orozco iniciou seu trabalho mural. Seus primeiros murais na Escola Preparatória Nacional (1923-1924) são derivados e rígidos, mas com o trabalho que executou ali nas paredes do pátio e na abóbada das escadas (1926-1927) ele começou a desenvolver seu próprio estilo. Durante este período ele também executou o mural Omniscience (1925) na Casa dos Ladrilhos (agora Restaurante Sanborn’s) e Social Revolution (1926) na Escola Industrial em Orizaba. Seu primeiro período como muralista culminou na magnífica Prometheus (1930) no Pomona College, Claremont, Califórnia.

Em 1931 Orozco fez os murais para a Nova Escola de Pesquisa Social em Nova York, e, após uma breve viagem à Europa em 1932, pintou os afrescos para a Biblioteca Baker no Dartmouth College em Hanover, N.H. (1932-1934). Lá ele iniciou uma nova forma de expressão, empregando cores brilhantes e formas e idéias originais. O tema é América, com seu passado indiano e espanhol, seu presente cheio de guerras e atrocidades, em que Cristo aparece destruindo tudo, mesmo sua própria cruz.

Em seu retorno à Cidade do México, Orozco pintou o mural Catharsis no Palácio de Belas Artes (1934). Ele então executou uma série de obras-primas em Guadalajara no auditório da universidade (1936), no Palácio do Governo (1937) e no Hospicio Cabañas (1938-1939). Em 1940 ele criou novas formas nos murais da Biblioteca Gabino Ortiz em Jiquilpan, Michoacán, usando temas da Revolução, e nos seis painéis móveis intitulados Dive Bomber no Museu de Arte Moderna de Nova York.

O mural de Orozco (1941) no Edifício da Suprema Corte na Cidade do México retrata o poder moral da justiça. Suas obras inacabadas no Hospital de Jesús Nazareno (1942-1944), na Cidade do México, são inigualáveis em sua intensidade emocional. Ele também fez o mural Alegoria Nacional para o teatro ao ar livre da Escola Nacional para Professores (1948) e Juárez Ressuscitado para o Museu de História em Chapultepec. Seu último trabalho completo foi os afrescos na cúpula da Câmara Legislativa do Palácio do Governo em Guadalajara (1949).

Orozco foi um dos fundadores do Colégio Nacional em 1943, e lá ele apresentou seis exposições entre 1943 e 1948. Em 1946 ele recebeu o Prêmio Nacional de Artes e Ciências, e nesse mesmo ano uma grande exposição retrospectiva de suas obras foi apresentada no Palácio de Belas Artes. Ele faleceu na Cidade do México em 7 de setembro de 1949.

Leitura adicional sobre José Clemente Orozco

Orozco tem a sua própria conta Uma Autobiografia, traduzida por Robert C. Stephenson (1962). Um estudo de Orozco é MacKinley Helm, Man of Fire, J. C. Orozco: An Interpretive Memoir (1953). Ver também Alma Reed, The Mexican Muralists (1960),

e Jon H. Hopkins, Orozco: Um catálogo de sua obra gráfica (1967).

Fontes Biográficas Adicionais

Hurlburt, Laurance P. Os muralistas mexicanos nos Estados Unidos, Albuquerque: University of New Mexico Press, 1989.

Rochfort, Desmond. Muralistas mexicanos: Orozco, Rivera, Siqueiros, Londres: Laurence King, 1993.


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