Gerardo Machado y Morales Facts


Gerardo Machado y Morales (1871-1939) foi um general na Guerra pela independência de Cuba de 1895-1898 contra a Espanha. Mais tarde eleito presidente, ele se tornou um duro ditador.<

Gerardo Machado nasceu em Santa Clara, Província de Las Villas, em 28 de setembro de 1871. Passou sua infância na fazenda de gado de sua família, freqüentou escolas particulares e, no início dos 20 anos, dedicou-se ao cultivo e à venda de tabaco. Durante a Guerra dos Dez Anos de Cuba (1868-1878) contra a Espanha, o pai de Machado havia se juntado aos rebeldes cubanos, alcançando o posto de major. Machado seguiu os passos de seu pai, e quando os cubanos retomaram a guerra em 1895, ele se inscreveu, ascendendo ao posto de brigadeiro general.

Após o fim da guerra, Machado voltou-se para a política e os negócios. Ele se tornou prefeito de Santa Clara e durante a administração de José Miguel Gómez (1909-1913) foi nomeado inspetor das forças armadas e posteriormente secretário do Interior. Logo depois, ele se dedicou à agricultura e aos negócios e, junto com os capitalistas americanos, investiu em serviços públicos. Ele se tornou rico, voltando à política no início dos anos 1920. Ele ganhou o controle do partido Liberal e, com seu slogan “Água, estradas e escolas”, foi eleito presidente em 1924.

Reforma Presidente

A primeira administração do Machado coincidiu com um período de prosperidade. A produção de açúcar se expandiu e os Estados Unidos proporcionaram um mercado próximo e pronto. Machado embarcou em um ambicioso programa de obras públicas que incluiu a conclusão da Rodovia Central, a

a construção da capital nacional, a ampliação da Universidade de Havana e a expansão das instalações de saúde. Ele também patrocinou um projeto de lei de reforma tarifária em 1927, que proporcionou proteção a certas indústrias cubanas. Apesar destas conquistas, a dependência de Cuba do açúcar continuou e a influência e os investimentos dos Estados Unidos aumentaram.

Antes do fim de sua primeira administração, Machado procurou a reeleição. Alegando que seu programa econômico não poderia ser concluído durante seu mandato de 4 anos e que somente ele poderia realizá-lo, Machado anunciou sua decisão de se reeleger e de estender o mandato presidencial para 6 anos. Ele impediu o crescimento da oposição política controlando o Partido Conservador e o pequeno Partido Popular. Através de subornos e ameaças ele subordinou o Congresso e o Judiciário à vontade do executivo, e em 1928 ele foi reeleito praticamente sem oposição.

Repressão e Reação

O segundo mandato do Machado estava repleto de problemas. Afetados pelas ondas de choque da depressão mundial e oprimidos por um ditador cada vez mais implacável, muitos cubanos, liderados principalmente por estudantes universitários, organizaram a resistência ao regime. Em 1931, o ex-presidente Mario García Menocal liderou uma revolta de curta duração na província de Pinar del Río. Nesse mesmo ano, uma expedição anti-Machado desembarcou na Província do Oriente, para ser esmagada pelo exército.

Como a violência urbana aumentou, também aumentou a repressão. A polícia de Machado invadiu locais de reunião secretos, prendendo estudantes e líderes da oposição, que eles torturaram ou mataram.

Os Estados Unidos, tentando encontrar uma solução pacífica para a situação política de Cuba, enviaram o enviado especial Sumner Welles para mediar entre o governo e a oposição. A mediação foi apoiada pela maioria das facções e líderes políticos, com exceção dos conservadores e, particularmente, dos estudantes. Os esforços de Welles finalmente levaram a uma greve geral e a uma revolta do exército que obrigou Machado a deixar o país em 12 de agosto de 1933. Machado se estabeleceu nos Estados Unidos e morreu em Miami Beach, Fla., em 29 de março de 1939.

Leitura adicional sobre Gerardo Machado y Morales

Não há biografia de Machado em inglês. As informações de fundo estão em Robert F. Smith, Os Estados Unidos e Cuba: Business and Diplomacy 1917-1960 (1960); Wyatt MacGaffey e Clifford R. Barnett, Cuba (1962; repr. 1965 como Cuba do século XX); Robert F. Smith, Background to Revolution: The Development of Modern Cuba (1966); Ramon E. Ruiz, Cuba: The Making of a Revolution (1968); e Hugh Thomas, Cuba: The Pursuit of Freedom (1971).


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