Fatos Xerxes


Xerxes (reinou 486-465 a.C.), um rei da Pérsia, fez um esforço sem sucesso para conquistar a Grécia em 480-479, sofrendo uma grande derrota naval na Batalha de Salamis.<

Xerxes era o filho de Dario I e Atossa, filha de Ciro I. Quando Xerxes sucedeu seu pai, o Egito já estava em revolta e logo surgiram problemas na Babilônia; além disso, ainda estava pendente o assunto dos gregos, onde a derrota persa em Maratona exigia vingança. Ele esmagou as revoltas tanto no Egito quanto na Babilônia com grande severidade, não poupando nem mesmo os deuses, e depois voltou-se para a conquista da Grécia.

A superioridade da infantaria grega, homem para homem, era então bem conhecida, mas a força de Xerxes superou a dos gregos, e ele decidiu fazer uma invasão de terras ao redor do extremo norte do Egeu. Foram feitos enormes preparativos até as fronteiras da Grécia. Não podia haver segredo, mas com esmagadora surpresa de força era desnecessário. O historiador grego Heródoto contava com o exército de Xerxes em milhões, mas 300.000 é uma estimativa moderna freqüente. Os gregos responderam com uma liga “pan-helênica” de defesa. Embora de forma alguma todos os estados tenham realmente aderido, mesmo aqueles que o fizeram acharam mais fácil propor planos do que chegar a um acordo sobre eles.

Na primavera de 480 a.C. Xerxes avançou, e os gregos finalmente enviaram 10.000 homens sob o rei espartano Leônidas para bloquear o Passo de Termópilas. Uma frota foi enviada para Artemisium na ponta nordeste de Euboea para impedir que os persas fizessem o desfiladeiro por mar. Após vários dias de resistência heróica, os gregos foram derrotados quando um traidor liderou uma força persa apanhada por uma trilha de montanha ao redor do desfiladeiro, colocando a Grécia central aberta para os persas. A frota grega retirou-se para Salamis ao largo de Atenas.

Xerxes ocupou e depois queimou Atenas. O que a frota grega deve fazer? O exército estava fortificando um muro através do Istmo de Corinto para proteger o Peloponeso (sul da Grécia), e a maioria dos comandantes queria se retirar para o Istmo para impedir um desembarque persa ao sul do muro. O líder naval ateniense, Themistocles, porém, queria lutar na estreita baía de Salamis, onde os números persas não contariam. Ele enviou uma carta secreta para Xerxes

prometendo que, se os persas atacassem os atenienses, desertariam para eles em troca da restauração de Atenas. Xerxes enviou sua frota, mas os atenienses não desertaram, e Xerxes viu os gregos conquistarem uma grande vitória em Salamis.

Xerxes voltou à Ásia – não no vôo que os gregos mais tarde adoraram imaginar, mas para proteger suas comunicações— deixando seu general Mardonius com uma força ainda grande para completar a conquista. Em 479 a.C. Mardonius foi derrotado e morto em Plataea, e o exército persa se desintegrou. A Grécia foi livre.

A guerra se arrastou, principalmente um caso naval com Atenas à frente, até que os persas foram expulsos da Europa e das costas do Egeu, mas Xerxes não tomou mais parte nela. Ele se retirou para suas capitais e passou o restante de seu reinado, particularmente em Persépolis. Ele se tornou um bêbado, um homem amargurado, um peão de seus cortesãos ardilosos, e foi assassinado em Susa pelo capitão dos guardas.

Leitura adicional sobre Xerxes

A principal fonte em Xerxes é Heródoto, Histórias, mas termina com o fracasso da invasão de Xerxes; informações sobre seus últimos anos aparecem apenas em referências isoladas. Entre as obras modernas G. B. Grundy, The Great Persian War (1901; repr. 1969), e Peter Green, Xerxes em Salamis (1970), contêm informações detalhadas sobre Xerxes. Albert T. Olmstead, A History of the Persian Empire (1948), e Roman Ghirshman, Iran, desde os Primeiros Tempos até a Conquista Islâmica (1954), discutem Xerxes como construtor.


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